klemens gruber

 22 e 24 de maio

das 10h00 às 18h00


Oficina com Klemens Gruber

 22/05 10h00 – 18h00   Mídia e Revolução: culturas da vanguarda

Esta oficina examina o papel central desempenhado pela então nova mídia na emergência das culturas de vanguarda nos anos 1910 e 1920. Ela considera relações entre cinema e teatro, pintura, fotografia, rádio, arquitetura, tipografia e publicidade. A questão principal colocada pelos artistas de vanguarda era “Quando a tecnologia gera valores estéticos?” Eles exploravam como as funções artísticas emergiam através do uso de meios tecnológicos.

Os temas seguintes estruturam a oficina: o artesanal e o produzido à máquina; o objeto em revolta; a vanguarda e as massas; a encenação do aparato; tecnologia e os sentidos; interrupção como procedimento; “a imagem como tal”; política e utilitarismo; exuberância analítica. Nós observaremos diretores e artistas como Kazimir Malevich, Vsevolod Meyerhold, Lyiubov Popova, Dziga Vertov, Gustav Klutsis e outros, e examinaremos textos teóricos dos Formalistas Russos, Walter Benjamin e László Moholy-Nagy, entre outros.

 

24/05 10h00 – 18h00  Como Jogar com a Televisão: a poética de Alexander Kluge para a TV

Há mais de 20 anos, o escritor, cineasta e realizador de TV alemão Alexander Kluge tem produzido de três a quatro programas culturais semanais, cada um durando entre 15 minutos e três quartos de hora, e às vezes a noite inteira, transmitidos nos três principais canais privados da Alemanha. Com a sua empresa de desenvolvimento de programas de TV (dctp), Kluge quer “transformar a televisão em algo interessante”, como descreveria Jean-Luc Godard.

Alguém poderia dizer que a principal intenção de Kluge é subverter o conceito de televisão como meio de documentação ou ficção. Ele intencionalmente mistura as duas coisas para ressaltar o fracasso de sua dolorosa separação na TV tradicional. “Nada é mais apropriado para criar ficção do que a documentação” já era seu slogan como cineasta nos anos 1970, por exemplo em Part-Time Work of a Domestic Slave (“Trabalho em meio-período de um escravo doméstico”), de 1973. Consequentemente, um dos seus programas culturais semanais é chamado “Notícias & Histórias”. E ele insiste na capacidade que os programas de TV têm de nos dar em retorno mais tempo do que gastamos ao olhar para eles.

 

Sobre as inscrições:

50 vagas. Inscrições na Sala de Leitura, 2º andar, de 3 a 18/5, de terça a sexta, das 2h às 21h, sábado e domingo, das 11h às 18h, pessoalmente mediante a entrega de carta de intenção.
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis. 22/05, 24/05. Domingo e terça, das 10h às 18h.
Sala de Atividades, 3º andar.
SESC Pinheiros - R. Paes Leme, 195

 

O Projeto Revoluções é uma parceria do Instituto de Tecnologia Social - ITS BRASIL, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, do SESC-SP e da Boitempo Editorial.

 

 

05/22 10h00 – 18h00 Media and Revolution: Cultures of the Avant-Garde

This workshop examines the central role played by the then new media in the emergence of avant-garde cultures in the 1910s and 20s. It considers relationships among cinema and theatre, painting, photography, radio, architecture, typography, and early advertising. The main question put by the avant-garde artists was “When does technology generate aesthetic values?” They explored how artistic functions emerged through the use of technological means.

The following themes structure the workshop: the artisanal and the machine-made; the object in revolt; the avant-garde and the masses; the staging of the apparatus; technology and the senses; interruption as procedure; “the image as such”; politics and utilitarianism; analytical exuberance. We will look at directors and artists including Kazimir Malevich, Vsevolod Meyerhold, Lyiubov Popova, Dziga Vertov, Gustav Klutsis, and others and we will examine theoretical texts by the Russian Formalists, Walter Benjamin, and László Moholy-Nagy, among others.

 

05/24 10h00 – 18h00 How to play with television: Alexander Kluge's TV poetics

For more than 20 years now, the German writer, film-maker, and TV-developer Alexander Kluge has been producing three to four weekly cultural programs, each lasting between 15 minutes and three quarters of an hour, and sometimes the whole night long, broadcast on the three main German private channels. With his development company for television programs (dctp) Kluge wants to “turn television into something interesting”, as J.-L. Godard would put it.

One could say, Kluge’s main intention is to subvert the concept of television as a medium of documentation or fiction. He intentionally mixes up documentation and fiction to highlight the failure of their painstaking separation in traditional TV. “Nothing is more suitable for creating fiction than documentation” was already his slogan as a film-maker in the seventies, for example in Part-Time Work of a Domestic Slave, 1973. Consequently, one of his weekly cultural programs is called “News & Stories”. And he insists on the capability of TV-programs to give us back more time than it costs to look at them.

 

Klemens Gruber nasceu em 1955, na cidade de Ried im Innkreis, na Áustria. É professor do Departamento de Teatro, Cinema e Estudos de Mídia na Universidade de Viena. Estudou na Itália por vários anos. Co-fundador da sociedade de trans-mídia Daedalus, tem publicações sobre a cultura da vanguarda, Dziga Vertov, Alexander Kluge e formalismo digital. Sua publicação mais recente é Die zerstreute Avantgarde (“A Vanguarda Dispersa”), de 2010. É diretor editorial do periódico Maske & Kothurn. O tema de seu projeto de pesquisa atual, realizado com a Universidade de Nova York, é: “Questões de Textura - A ótica e o háptico na mídia”.